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SEMANA DA ÁGUA AMAZÔNICA

RECURSOS HÍDRICOS E QUALIDADE DE VIDA

EM 19/03/07

A Semana da Água Amazônica promovida pelos Argonautas visa debater assuntos relacionados à qualidade da gestão da água e promover uma nova cultura pela preservação, aproveitamento e gestão estratégica, a profundar o diálogo e perspectivas de participação de segmentos da sociedade civil organizada no Estado do Pará para o gerenciamento de recursos hídricos.

A mesa de abertura contou com a participação de atores do governo, sociedade civil e comunidade acadêmica, os quais: Rafael Magalhães, diretor-executivo dos Argonautas; Nilson Pinto, Deputado Federal, presidente da Comissão Nacional pelo Meio Ambiente; Ana Rosa Barp, Dra em recursos hídricos e coordenadora da oficina estratégica de gestão em recursos hídricos (UFPA); Fidélis Paixão, secretário de Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo de Rondon do Pará; José Oeiras, representante do Fórum da Amazônia Oriental (FAOR); Aline Lima, da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia do Estado (SECTAM); Mariane Sell, da Rede Brasileira de Capacitação em Recursos Hídricos (Cap Net); e Clea Souza, da Companhia Docas do Pará (CDP).
A preocupação com a gestão dos recursos hídricos, apesar de a Amazônia ser a maior bacia hidrográfica do mundo, é um assunto que pode se tornar mais crítico com o passar do tempo haja vista que a qualidade da água é o fator que mais preocupa. A água em seu ecossistema desenvolve um papel fundamental para o equilíbrio da natureza, tanto no plano amazônico como mundial, gerando impactos devastadores em regiões carentes de água potável.
Na abertura da Semana, foi abordada a construção do Plano Nacional de Recursos Hídricos, o qual deve considerar, em suas diretrizes, metas e programas, as particularidades da região amazônica com todo seu potencial ambiental e também suas deficiências de estrutura, estabelecendo um diálogo de políticas públicas voltadas para oferta de água, em qualidade e quantidade, gerenciando as demandas sob a ótica do Desenvolvimento Sustentável e da Inclusão Social.

Dentro da gestão estratégica de recursos hídricos, podem ser identificados problemas como a construção de hidrelétricas sustentáveis e direcionais. A criação da Usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) está prevista no programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do Governo Federal, sem contudo haver ainda nenhuma definição ou previsão sobre sua construção.

Para o presidente dos Argonautas Rafael Magalhães, outro aspecto preocupante da gestão dos recursos hídricos se refere ao desperdício, já que “mais de 50% da água tratada em Belém, proveniente dos lagos Bolonha e Água Preta, se perde nas tubulações, através de vasamentos, defeitos mecânicos em torneiras, ou é desperdiçada pela população. Isso se torna um problema quando não se tem água de qualidade suficiente”, enfatizou o coordenador da Semana da Água Amazônica.

Em 2001 foi aprovada a lei estadual de recursos hídricos e passados 6 anos os principais instrumentos da lei ainda carecem de regulamentação, como o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, que ainda não foi instalado. Sua implantação é vital para a formulação de e implementação de políticas públicas em gestão de recursos hídricos.

Fonte: Ascom assessoriadecomunicacao@argonautas.org.br

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